Em fevereiro de 2024, foi realizada a I Jornada do Paciente com Carcinomatose Peritoneal, um encontro que reuniu pacientes, familiares, cuidadores, profissionais da saúde e especialistas de diferentes instituições para conversar sobre tratamento, qualidade de vida e acolhimento no contexto do câncer que acomete o peritônio. O evento aconteceu de forma presencial e também on-line, possibilitando a participação de pessoas de diversas regiões.
Ainda que mais de um ano tenha se passado desde aquela data, os temas discutidos permanecem atuais – especialmente quando pensamos no cuidado integral oferecido a pacientes e famílias que enfrentam o desafio de um diagnóstico oncológico. Por isso, retomamos aqui um dos pontos mais significativos da Jornada: a importância da psico-oncologia.
A Dra. Mariângela Blois, da Clínica Blois & Bortolotto, psicóloga e especialista em no atendimento de pacientes com câncer, participou do evento trazendo reflexões fundamentais sobre o papel do cuidado emocional durante todo o processo de diagnóstico e tratamento.


Psico-oncologia: mais do que acolher, é compreender a experiência do paciente
A psico-oncologia é uma área da psicologia que se dedica ao acompanhamento emocional de pessoas diagnosticadas com câncer, seus familiares e cuidadores. Trata-se de uma especialização que considera não apenas os aspectos psicológicos, mas também a complexidade clínica do tratamento oncológico – suas etapas, medos, linguagens e decisões difíceis.
Como destacou a Dra. Mariângela durante o encontro, “o câncer não é apenas um diagnóstico: é um atropelamento”. Ele chega carregado de informações técnicas, novas rotinas, impactos físicos e um turbilhão emocional muitas vezes difícil de nomear.
Nesse cenário, o psicólogo não atua isolado. Ele compõe uma equipe multiprofissional que inclui oncologistas, cirurgiões, anestesistas, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais. Cada um oferece instrumentos específicos para sustentar o paciente. O médico atua na dimensão física do cuidado; o psicólogo, na emocional.
A família também adoece – e também precisa de cuidado
Um ponto essencial trazido na fala da Dra. Mariângela é que o impacto do câncer não se restringe ao paciente. A família, os amigos, os colegas – todos passam a reorganizar suas vidas em torno do cuidado, da esperança, da angústia e das incertezas.
É comum que familiares tentem proteger o paciente evitando conversas sobre medo, finitude ou preocupações mais delicadas. No entanto, silenciar esses sentimentos pode gerar solidão e aumentar o sofrimento.
A psico-oncologia oferece um espaço seguro onde paciente e família podem falar sobre o que realmente sentem – sem julgamentos, sem negações, com acolhimento e presença.
Confiança faz diferença no tratamento
A experiência clínica mostra que a relação de confiança com a equipe influencia diretamente:
– a adesão ao tratamento;
– a forma como o paciente enfrenta desafios;
– a percepção dos efeitos colaterais;
– o modo como ele compreende e se reconecta à própria vida.
Por isso, uma escuta ativa, humana e contínua é tão importante quanto o plano terapêutico. E esse é um dos pilares do trabalho aqui na Clínica Blois & Bortolotto.
Entre técnica e humanidade: onde nós nos colocamos
A Clínica Blois e Bortolotto acredita que cuidar é sempre um gesto conjunto.
É estar ao lado. É reconhecer cada trajetória.
É não reduzir ninguém ao diagnóstico que recebeu.
Por isso, quando retomamos reflexões como as da I Jornada do Paciente, não revisitamos “uma notícia antiga”, mas reforçamos um compromisso que permanece vivo no cotidiano da nossa prática:
“O tratamento do câncer exige competência técnica, mas também vínculo, respeito e acolhimento”.
Se você ou alguém que você ama está passando por esse momento
Você não precisa enfrentar isso sozinho.
Nossa equipe está preparada para oferecer acompanhamento integral – médico, psicológico e humano – considerando a singularidade de cada pessoa e cada história.
Estamos aqui para caminhar ao seu lado.
Equipe Clínica Blois e Bortolotto
Cuidado que acolhe, acompanha e transforma.